
Conheça aqui um pouco dos convidados que participarão da II Bienal
Adriana Cyrino de Mello Risau e Juan José Risau
Adriana é brasileira, formada em artes cênicas e já participou de vários grupos de dança. Cursou pedagogia da dança de salão e introduziu programas de danças de salão em Ribeirão Preto e região. Estudou e ensinou dança latino-americana e tango em Buenos Aires, na Argentina. Juan é argentino, integrou o Grupo de Teatro Livre, onde participou de encontros de dança no Uruguai e na Argentina. Estudou tango em Buenos Aires. Adriana e Ruan se conheceram em Buenos Aires, em 1988, e fizeram parte do renomado grupo argentino. Já participaram de dezenas de programas de TV e ensinam danças de salão em clubes, academias e centros culturais.
Alicia Beatriz Dorado de Lisondo
Psicanalista membro da Federação Brasileira de Psicanálise - FEBRAPSI, tem formação em psicanálise de crianças e adolescentes reconhecida pela International Psychoanalytical Association – IPA; Analista Didata da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e Professora do Instituto da SBPSP; Co-coordenadora do Grupo de Estudos e Investigação sobre Adoção e Orfandade na SBPSP; Membro do Núcleo de Psicanálise de Campinas e Região desde a sua fundação. Recebeu o importante prêmio “José Bleger” conferido pela Asociación Psicoanálitica Argentina por suas contribuições à Psicanálise.

Dr. Antonio Sapienza
Convidado da II Bienal para participar da mesa “Prometeu na Torre de Babel”, o Dr. Sapienza trará suas instigantes idéias para nos falar sobre Conhecimento/Anti-Conhecimento/Não-Conhecimento. Médico e psicanalista, Sapienza é Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo desde 1979, em 1982 tornou-se Analista Didata do Instituto da SBPSP.Por seus relevantes serviços à Comunidade Ítalo-Brasileira, a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo lhe concedeu o diploma “Loba Romana” em Junho de 2000. Atuou como membro da Comissão de Ética da SBPSP no período de 1997 a 2000, sendo co-autor do atual código de ética desta Sociedade e da Carta de Princípios Éticos da Federação Brasileira de Psicanálise. Entre 2005 a 2007 foi Conselheiro Consultivo da Revista Ide da SBPSP, além de Consultor do Departamento de Documentação Histórica da SBPSP, e Membro da Coordenação da Divisão de Publicação da SBPSP no ano de 2007. Desde o ano de 2009 faz parte do Conselho de Publicação e Documentação Histórica da SBPSP, atuando como Consultor. Tem realizado inúmeras conferências sobre Psicanálise em Congressos Brasileiros da FEBRAPSI, em Núcleos e Sociedades de Psicanálise de diversas cidades brasileiras, bem como na Universidade de São Paulo. Foi membro Coordenador do Colegiado e Apresentador de Estudos no Encontro Bion2004-São Paulo. Em Roma, no Congresso Internacional sobre W. R. Bion de 2008, proferiu a conferência “Função Alfa: Angústia Catastrófica – Pânico - Continente com Rêverie”. Tem publicado inúmeros artigos sobre Psicanálise na Revista Brasileira de Psicanálise (FEBRAPSI), no Jornal de Psicanálise (Instituto de Psicanálise da SBPSP), na Ide (SBPSP), na Alter (Brasília), e na FunzioneGamma (Roma). É autor de capítulos em diversos livros sobre Psicanálise, como: Em Busca do Feminino, Perturbador Mundo Novo, Ressonâncias de Bion em São Paulo, Bienal de Psicanálise. É considerado por muitos colegas um dos analistas mais criativamente perturbador do Brasil.

Beatriz Segall
“O ator representa o Ser Humano no palco, ele tem que saber desde a pré-história, o início da civilização, até ...”
Beatriz Segall, filha de Deborah e Mário de Toledo Fonseca, professores e diretores de renomadas escolas do Rio de Janeiro, teve uma educação conservadora da qual fez bom uso. Formou-se em Letras pela Faculdade de Filosofia, fez cursos de línguas neolatinas e especializou-se em francês. Em 1952 foi para Paris, com uma bolsa de estudos do governo francês para estudar Teatro, além do curso de Literatura e Língua Francesa, na Sorbonne. Também trabalhou na Rádio Difusão Francesa, fazendo programas para o Brasil. Iniciou seu trabalho profissional na dramaturgia em Manequim (Henrique Pongetti) no Teatro Copacabana, ao lado de Jardel Filho e, em seguida, Jezabel (Jen Amoilh) com Mme Morineau, Sônia Oiticica e Jardel Filho. Por vontade própria, fez uma pausa no Teatro para cuidar de perto da educação de seus filhos.
Em meados de 1964, em plena Revolução, volta encenando os Pequenos Burgueses do diretor José Celso Martinez Correa, no Teatro Oficina. Beatriz e seu marido, Mauricio Segall, fundaram uma companhia radicada no Teatro São Pedro, no período da ditadura, onde encenaram peças importantes para o cenário da época, dentre elas: O Interrogatório de Peter Weiss com direção de Cesar Nunes. No cinema atuou em: O Cortiço, O Diário da Província, À Flor da Pele, Amantes da Chuva, Desmundo, dentre outros. Na televisão, foram muitos os papéis representados em mini-séries e novelas. Para citar alguns: Celina em Dancin’Days, Lourdes Mesquita em Água Viva, Odete Roitman em Vale Tudo, de Gilberto Braga. No Teatro, sua paixão maior, fez: Emily, peça de William Luce, ganhando o troféu Mambembe; O Manifesto, direção de José Possi Neto; Lillian, peça de William Luce; Três Mulheres Altas, de Edward Albee; Quarta-feira, sem falta, lá em casa, de Mario Brasini; O Lado fatal, de Lia Luft; Estórias Roubadas, de Donald Margulies; As Pequenas Raposas de Lillian Hellmane, ainda, O Tempo e os Conways de J.B.Priestley, Do fundo do Lago Escuro, de Domingos de Oliveirae A Senhora das Cartas, de Alan Bennett, estas últimas dirigidas por Eduardo Tolentino, do Grupo Tapa.
Esta é uma pequena amostra da vasta carreira de Beatriz Segall, construída com muito estudo e dedicação, mostrando-nos de forma apaixonada sua crença no poder transformador da dramatização, seja como artista ou ser humano, sempre apaixonada pela vida e pela arte.
Bernardo Tanis
Psicanalista, Doutor em Psicologia Clínica (PUC-SP), membro efetivo e docente da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e do curso de Psicanálise da Criança do Instituto Sedes Sapientiae - SP. Foi Diretor de Comunidade e Cultura da Federação Psicanalítica Latino-americana. Autor dos seguintes livros publicados: “Memória e temporalidade sobre o infantil na psicanálise”, “Circuitos da solidão entre a clínica e a cultura”, além de capítulos e artigos no campo da psicanálise.
Coral Minaz
Fundado em 1992, o Coral Minaz é um grupo que se dedica à divulgação do repertório lírico e à formação de profissionais e público para a ópera. Formado por 80 cantores, profissionais de vários setores da sociedade de Ribeirão Preto e região, realiza um repertório que inclui trechos de óperas, musicais e cantatas sacras e profanas. Durante seus anos de existência, o grupo realizou inúmeras apresentações, algumas delas em conjunto com a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto estando presente no concerto oficial de reinauguração do Theatro Pedro II, bem como nas montagens das Óperas “A Flauta Mágica” de Mozart, “Cavalleria Rusticana” de Mascagni e “La Traviata” de Verdi. O grupo realizou em 2003 a “Missa de Glória” de Puccini junto à Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas sob a regência do maestro italiano Antônio Pantaneschi e participou de concertos e óperas sob a regência de maestros como Roberto Minczuk, Abel Rocha, Túlio Colacciopo, Cláudio Cruz entre outros. Em outubro de 2005 integrou a montagem da Cia. Minaz “Carmina Burana” de Carl Orff, espetáculo este apresentado no programa da TV SENADO “Quem tem medo de Música Clássica”. Em 2006 integrou a montagem da “Ópera do Malandro” de Chico Buarque e ainda, em dezembro do mesmo ano, a ópera “Pagliacci” de Leoncavallo. Em 2007 e 2008 o espetáculo “Divas da Ópera” e o musical “Hair” respectivamente. O CORAL MINAZ, regido pela maestrina Gisele Ganade, fundadora da Cia. Minaz, tem como “celeiro de vozes” os corais infantil e infanto-juvenil que formam jovens músicos e cantores para a manutenção da sua qualidade artística e crescimento de suas atividades culturais.

Decio Cassiani Altimari
Coordenador de Extensão e Cultura e Ouvidor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Coordenador das Disciplinas de Genética dos Cursos de Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia da FCMSCSP. Professor dos cursos: “História da Civilização e da Arte” e “História da Música Ocidental”, ambos ministrados há vários anos na cidade de São Paulo.Devido à enorme experiência em ministrar estes cursos, Decio é convidado para ministrar palestras e aulas inaugurais em todo o Brasil. Suas comunicações são todas baseadas na experiência pessoal de conhecer ao vivo as mais variadas manifestações artísticas em todo o planeta, locais nos quais Decio acumulou um acervo de mais de 14.000 imagens que usa para ilustrar suas comunicações públicas.
Escola de Samba “Embaixadores dos Campos Elíseos”
Fundada em Novembro de 1967, por Luis Carlos do Nascimento, a Embaixadores dos Campos Elíseos tem na sala de troféus 27 títulos do carnaval de Ribeirão Preto, somando o do carnaval Esperança 2003. Todas as vitórias tiveram um tema com a meta de construir e lutar pelo o brilho da escola na avenida. A “Embaixadores” nasceu na Lapa/Vila Gertrudes e transferiu-se para a Vila Elisa em 1988 e entre suas diversas conquistas está a de ser a primeira escola de samba de Ribeirão Preto a ter sede própria.

Ivonne Bordelois
Nasceu numa província de Buenos Aires em 1934, graduou-se na Universidade de Buenos Aires e continuou sua carreira como lingüista em Paris, onde obteve vários títulos. Em Cambridge, Estados Unidos, se doutorou com Noam Chomsky. De 1975 até 1988 exerceu sua cátedra de lingüística na Universidade de Utrecht, Holanda.
Ausente por trinta e três anos de seu país natal, regressou a Buenos Aires em 1994, quando começou a publicar artigos e resenhas, ao mesmo tempo em que passou a desempenhar sua docência em importantes instituições públicas e privadas.
Recebeu, entre outras premiações, a Beca Guggenheim em 1983, o Konex 2004 na categoria ensaio crítico e o Prêmio Municipal por seu ensaio “Un triángulo crucial: Borges, Lugones e Güiraldes” em 1999. Outros livros de sua autoria são: “El Alegre Apocalipsis”, de poemas (1995); “Correspondencia Pizarnik” (1998); “La palabra amenazada” (2003) e “El país que nos habla” (2005), que obteve o prêmio Ensayo de Sudamericana y La Nación. Em 2006 lançou seu “Etimologia das Paixões” que foi traduzido para o italiano e o português. Atualmente, acaba de publicar “A la escucha del cuerpo”. No ano de 2008 a Associação Gente de Letras lhe outorgou o importante Prêmio da Trajetória Esteban Echeverría, na categoría Ensaio.

José Miguel Wisnik
Compositor, professor de literatura brasileira na Universidade de São Paulo e ensaísta. Como intérprete de suas canções, lançou três CDs e também produziu músicas para espetáculos de dança, cinema e teatro. Dirigiu o CD “Do cóccix até o pescoço”, de Elza Soares (2002), além dos trabalhos de Ná Ozzetti, Jussara Silveira e Monica Salmaso. Tem composições interpretadas por Maria Bethania, Gal Costa, Zizi Possi, Zélia Duncan, Djavan e Caetano Veloso. Como ensaísta, publicou diversas obras sobre música e futebol, sendo o último deles “Veneno remédio – o futebol e o Brasil”.
Recebeu inúmeros prêmios, entre eles o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro em 1978 (como Revelação de Autor) e o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte por suas produções para teatro e dança em 1991, 1993 e 1995, além de indicações para o Prêmio Rival da Música Popular Brasileira e para o Grammy Latino.
Leila Tannous Guimarães
Convidada da II Bienal para falar na mesa cujo tema será as Paixões Obscuras- Ciúme/Inveja/Vingança, Leila Tannous Guimarães é psicóloga, psicanalista da IPA/FEBRAPSI/FEPAL, sendo Membro Efetivo da Sociedade Psicanalítica de Mato Grosso do Sul e da Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro. Fez curso de especialização em Teoria Psicanalítica pela SPMS/UCDB/IPA em 2008. É Analista Didata do Instituto de Psicanálise da Sociedade Psicanalítica de Mato Grosso do Sul, de onde foi Presidente de 2002 a 2006. Tem sido atuante na Febrapsi, onde ocupou importantes funções: foi Diretora de Relações Exteriores de 2005 a 2007 e Diretora do Conselho de Coordenação Científica de 2007 a 2009. Foi também professora e supervisora clínica do curso de Psicologia na Universidade Católica Dom Bosco - UCDB entre 1980 e 1982 e na Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal – UNIDERP de 2003 a 2008.

Luiza Helena Trajano Inácio Rodrigues
Luiza Helena Trajano Inácio Rodrigues, empresária, formada em Direito e Administração de Empresas, começou a trabalhar aos 12 anos de idade em Franca/SP na loja A Cristaleira, que se transformou em Magazine Luiza e expandiu-se para uma holding nacional. Desde 1991 o grupo está sob sua gestão.
Luiza criou um modelo próprio de administração alicerçada na crença profunda no potencial de desenvolvimento do ser humano. Ela investe em treinamento, apoio familiar e incentivo à carreira. Sua gestão privilegia a manutenção da proximidade nas relações, tanto entre os funcionários da empresa quanto junto aos clientes, estimulando o desenvolvimento da capacidade de “ouvir” e “respeitar” o outro. A rede é citada como exemplo de Gestão Humanista e há nove anos consecutivos é considerada uma das 10 melhores empresas para se trabalhar no Brasil. É dela a frase: “A Ética é imprescindível para quem deseja alcançar um crescimento sustentável.”
O modelo de gestão criado por Luiza tornou-se tema de estudo da Universidade de Harvard (EUA) em 2006, transformando-se em disciplina fixa na grade dos cursos. A principal meta desta empresária de sucesso é continuar expandindo “sem perder sua alma”.

Luiz Tenório Oliveira Lima
Luiz Tenório Oliveira Lima é psicanalista, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e professor de seu Instituto. É também escritor, com publicações em vários assuntos, e não apenas de artigos psicanalistas. Como autor psicanalítico, tem inúmeros artigos publicados; pela editora Publifolha, seu livro “Freud” relata a vida e a obra do ‘pai’ da Psicanálise, assim como o desenvolvimento histórico desta, com uma linguagem clara e simples, voltada para estudantes e interessados no tema. Como autor de pensamentos relativos aos relacionamentos homem-mulher publicou o livro “Enquanto as mulheres mandam os homens fazem o que têm vontade”. Tendo o filósofo Montaigne e seus “Ensaios” como foco de seu interesse, e integrando-o aos seus amplos conhecimentos psicanalíticos, Tenório vem para a Bienal para debater sobre uma paixão “clara”: a Amizade. Em entrevista recente diz ele sobre o assunto: “Sem a capacidade para ter amigos, o ser humano se descaracteriza, fenece. O maior patrimônio que uma pessoa tem para preservar e poder desenvolver é a amizade”.
Marco Antonio Bernardo
Músico eclético, respeitado por um talento incomum que o permite transitar fluentemente pelos mais variados meios de expressão musicais, tanto na música erudita como na popular. Pianista e diretor musical, conta com numerosas gravações. É idealizador de corais em São Paulo, sendo também arranjador, compositor, pianista solista e acompanhador. Atua junto a grandes cantores líricos e populares brasileiros e é ligado ao Teatro Municipal de São Paulo. Editou os livros “Nabor Pires Camargo, uma Biografia Musical” e “Waldir Azevedo, um Cavaquinho na História”. Em 2007 lançou o CD “O Cancionista”.

Marisa Giannecchini Gonçalves de Souza
Convidada da II Bienal para a Mesa que vai debater sobre o Conhecimento, o Anti-Conhecimento e o Não-Conhecimento, tem ampla formação humanista. É doutora em Semiótica e Estudos Literários, com graduação e pós-graduação em grego clássico e letras modernas. Marisa atua como pesquisadora da pós-graduação da UNESP – Araraquara e como filiada ao projeto CASA - Cadernos de Semiótica Aplicada; como membro do Atelier Valência e Valor junto à USP e PUC de São Paulo e à Faculdade de Ciências Políticas de Paris e ainda como parecerista de revistas científicas com foco em Semiótica. É coordenadora da Evohé – Espaço Cultural em Ribeirão Preto.
Marlene Soares dos Santos
Com ampla formação, Marlene é pós-doutora em Teatro Norte-Americano pela Universidade de Yale, EUA, doutora em Literatura Inglesa pela Universidade de Birmingham, Inglaterra e mestre em Língua Inglesa pela Universidade da Califórnia - Los Angeles, EUA. Foi uma das fundadoras do Centro de Estudos Shakespeareanos (CESh). Atua na Universidade Federal do Rio de Janeiro como docente na Pós-Graduação do Programa Interdisciplinar de Lingüística Aplicada, professora titular de literatura inglesa e professora emérita nesta instituição.
Raul Hartke
Médico psiquiatra e psicanalista didata da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre, onde foi Diretor Científico, Presidente e Diretor do Instituto. Atua também como professor e supervisor de psicoterapia psicanalítica no Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É editor associado para a língua portuguesa do “Book Review” do International Journal of Psychoanalysis.
Conhecido internacionalmente por trabalhos com reflexões psicanalíticas aplicadas à consagradas obras de arte, Hartke tem uma intensa produção de artigos e capítulos de livros presentes em publicações nacionais e internacionais; nestes, enfoca aspectos psicanalíticos da sexualidade, das perversões, dos traumas, bem como reflexões sobre processo e técnica psicanalítica.

Regina Elena Mesquita
Mezzo-soprano paulista, recebeu os prêmios de Melhor Solista Vocal da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) em 1988 e 1992; em 1996, o Prêmio Carlos Gomes da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, entre outros. Com uma sólida carreira e presença sempre constante junto às melhores orquestras sinfônicas do Brasil, fez sua estréia internacional no papel título da Ópera Carmen de Bizet na Ópera do Arizona – EUA. Seu repertório, sempre muito eclético, abrange desde o Barroco até a Música da Broadway.
Atualmente coordena o Núcleo Experimental de Ópera da Escola Municipal de Música do Theatro Municipal de São Paulo, é professora de canto lírico da EMESP - Santa Marcelina e também professora responsável pelo Ópera Estúdio do Festival Música nas Montanhas de Poços de Caldas, MG. É Mestranda da UNICAMP em Artes Cênicas, com o tema “A montagem da Ópera Pelleas et Melisande de Claude Debussy no Palácio das Artes de Belo Horizonte em junho de 2008 – Um Estudo de Caso”, sob a orientação do diretor Márcio Aurélio.
Renata Martelli
Formada em Cinema pela FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado/ SP), fez cursos de Aperfeiçoamento nas áreas de Cinema, Teatro, Dança, Circo, Mímica, Literatura, Educação. Freqüentou por dois anos o CPT (Centro de Pesquisa Teatral “Antunes Filho”). Foi fundadora e integrante do Grupo de Teatro “Los Muchos (tchá-tchá-tchá)”, que atua desde 1997. Realiza trabalhos em empresas e Campanhas de Saúde. É atriz da Cia. Cornucópia de Teatro, sob direção de Dino Bernardi, onde atua “A História do Amor de Romeu e Julieta”, de Ariano Suassuna. É professora de Teatro na Escola Miró desde 1997. Seu trabalho é voltado para pesquisas que vão desde textos clássicos até expressões diversas da cultura popular brasileira (influências e manifestações) e a importância desta na formação cultural do Brasil e na formação do aluno. Fez Criação e Direção Cênica para espetáculos de dança (Luciana Junqueira, Cátia Campos e Dânia Amaral). Recebeu o Prêmio de Melhor Atriz Festival de Vídeo Rio Grande do Sul (vídeo: “Miss Coração Solitário”) e os Prêmios: Primeiro lugar com a coreografia: “Circo e Palhaço”, segundo lugar com a coreografia “Love Comics”, junto à Ludmila Heck, Dânia Amaral e Gustavo Andrade. Foi indicada como Melhor Atriz no Festival de Teatro de Resende (RJ) com o espetáculo “A História do Amor de Romeu e Julieta”. É ainda assistente de Direção Teatral de Bruno Bayen, Pocket –Ópera de Arrigo Barnabé e Bruno Bayen “Enquanto estiverem acesos os avisos luminosos”- Sesc Ipiranga/SP

Sonia Abadi
A psicanalista argentina Sonia Abadi enriquecerá a programação da Bienal ao trazer sua vasta experiência à mesa intitulada “O Avesso das Paixões”. Ela é médica, psicanalista, professora universitária e autora de inúmeros artigos e livros publicados em vários países. Entre tantas atividades, Sonia se dedicou nos últimos anos a investigar o pensamento criativo e sua aplicação no desenvolvimento pessoal. A pesquisadora desenvolveu um modelo teórico denominado “Pensamiento en Red”, que foi publicado em livro homônimo, disponível gratuitamente no site http://www.red-activa.blogspot.com. Além de sua palestra na Bienal, Sonia fará uma breve apresentação, com projeção de imagens e explicações sobre uma das mais populares formas de manifestação cultural da Argentina: a arte de bailar um Tango, junto com uma pequena demonstração dos passos. Ela participará também da sessão de bate-papo com o público.

Telma de Souza Birchal
A filósofa Telma de Souza Birchal, convidada da Bienal para refletir sobre a “Paixão Clara” da Amizade, é professora do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais, com graduação e mestrado nesta mesma Universidade, doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), e com pós-doutorado na Universidade de Caen, na França, e na Universidade de Oxford (Uehiro Centre for Practical Ethics), na Inglaterra . Seu doutorado focalizou Montaigne e seus “eus”, num profundo estudo deste filósofo e sua subjetividade, que segundo a autora, é marcada pela dúvida. Sua atuação em pesquisa é centrada em Montaigne, e nos temas: ética, subjetividade e ceticismo. Esses estudos culminaram na publicação do livro: “O Eu nos Ensaios de Montaigne”. Outra área de seu interesse atual é o pensamento contemporâneo através de pesquisa da ética e da bioética.